A fala é, provavelmente, a área do desenvolvimento que mais gera dúvida e comparação entre os pais. Vamos separar o que costuma ser só uma variação normal do que realmente merece uma investigação mais próxima.
Os sinais por idade
Aos 9 meses, a ausência completa de balbucio já é um sinal de atenção. Aos 12 meses, vale observar se a criança não emite nenhuma sílaba, não aponta e não responde ao próprio nome. Entre 16 e 18 meses, um vocabulário com menos de 10 palavras e a ausência de gestos comunicativos merecem atenção. Aos 2 anos, um vocabulário abaixo de 50 palavras, ou a falta de combinações de duas palavras, é um sinal a observar de perto. Entre 3 e 4 anos, o ponto de referência muda: se estranhos entendem menos da metade do que a criança fala (o esperado é cerca de 75% de inteligibilidade aos 3 anos, chegando perto de 100% aos 4), vale investigar. E, em qualquer idade, a perda de uma fala que já existia é sempre motivo para buscar avaliação sem demora.
O que não costuma ser a causa
Um mito bem comum: bilinguismo não causa atraso de fala. É normal, e esperado, que crianças bilíngues misturem os dois idiomas no início, ou pareçam um pouco mais lentas para organizar a fala em cada língua separadamente, sem que isso indique nenhum problema.
As causas mais comuns
Entre as causas de atraso de fala que não têm relação com autismo estão a perda auditiva (por isso, investigar a audição costuma ser um dos primeiros passos), questões motoras orais, atraso global do desenvolvimento, e fatores ambientais, como pouca estimulação de linguagem no dia a dia ou excesso de tempo de tela no lugar da interação.
Quem procurar
O fonoaudiólogo é o profissional central para avaliar e tratar o atraso de fala. O pediatra entra na triagem inicial, principalmente para descartar questões auditivas, e, quando há suspeita de uma causa neurológica mais ampla, o neuropediatra também passa a fazer parte do time.
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Este artigo faz parte do guia completo: Sinais de Alerta no Desenvolvimento Infantil.
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