Uma pergunta frequente dos pais é bem prática: “meu filho não tem nenhum talento musical, isso é um problema?” De jeito nenhum, e a escolha dos instrumentos que eu uso nas sessões tem justamente esse cuidado por trás.
Por que esses instrumentos, e não outros
O critério principal na escolha dos instrumentos é a resposta sonora imediata com o mínimo de exigência motora fina. Um toque, um chacoalhar, já produz som. Não existe jeito errado de tocar, o que retira qualquer pressão de desempenho e abre espaço para a criança simplesmente explorar e se expressar.
Os instrumentos mais usados nas sessões
Entre os mais presentes nas minhas sessões estão o pandeiro, o chocalho, o tambor, o xequerê, o reco-reco e o triângulo. Todos têm em comum essa facilidade de uso e uma resposta sonora rica, com propriedades sensoriais interessantes, tanto sonoras quanto táteis, que ajudam também no trabalho de regulação de que falei em outro artigo.
Recursos além dos instrumentos
A voz é, ela mesma, um instrumento poderoso e sempre disponível, seja cantando, seja fazendo sons e efeitos vocais junto com a criança. Música gravada também tem seu espaço, especialmente quando a criança já tem uma canção preferida que funciona como ponto de conexão. E, para crianças com dificuldades motoras específicas, existem versões adaptadas de instrumentos, pensadas para que a limitação motora não seja uma barreira à participação musical.
Cada criança encontra o seu instrumento preferido, aquele que vira, com o tempo, quase uma extensão da própria voz dela. Se quiser saber mais sobre como funcionam as sessões com o seu filho, clique no botão abaixo e vem falar comigo pelo WhatsApp.
Este artigo faz parte do guia completo: Musicoterapia no Desenvolvimento Infantil.
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