Depois do artigo comparando ABA e DIR/Floortime, outra dúvida comum das famílias é sobre o TEACCH. Vamos entender as diferenças entre essas duas abordagens.
O que é o TEACCH
O TEACCH nasceu com um conceito interessante como ponto de partida: em vez de tentar normalizar a criança, ele organiza o ambiente em torno do jeito autista de processar informação, algo que os próprios criadores chamam de “cultura do autismo”. Na prática, isso significa ensino estruturado, com o espaço físico organizado, rotinas visuais, agendas com figuras ou objetos, tarefas divididas em passos visuais claros, e um forte foco em previsibilidade e independência funcional.
Duas filosofias, dois pontos de partida
Enquanto o TEACCH estrutura o ambiente para que a criança consiga prever e seguir a rotina, o Floortime parte do caminho oposto: é a criança quem lidera, e o adulto entra no interesse dela para construir a interação a partir daí, priorizando afeto, regulação e relação antes de habilidades isoladas.
Na prática, o que muda numa sessão
Uma sessão baseada em TEACCH costuma ser mais previsível e visualmente organizada, com tarefas e materiais dispostos de forma clara. Uma sessão de Floortime é mais fluida, guiada pelo interesse e pela energia da criança naquele momento específico.
Dá pra combinar as duas
Sim, e isso acontece com frequência na prática clínica e escolar brasileira. É comum usar apoios visuais, inspirados no TEACCH, dentro de uma sessão que segue a filosofia do Floortime. Não existe uma regra fixa nem um estudo comparativo robusto dizendo que uma abordagem é superior à outra de forma geral.
Qual escolher
Sendo honesta com você: a escolha costuma depender mais do perfil sensorial, do nível de linguagem e da resposta observada naquela criança específica do que de uma indicação automática por diagnóstico. O melhor caminho é conversar com a equipe que acompanha seu filho sobre o que tem funcionado, e permanecer aberta a ajustar a combinação de abordagens ao longo do tempo.
Se quiser conversar sobre qual caminho faz mais sentido para o seu filho, clique no botão abaixo e vem falar comigo pelo WhatsApp.
Este artigo faz parte do guia completo: Abordagens Terapêuticas para Autismo: Comparativo.
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