ABA e DIR/Floortime: Qual a Diferença no Autismo?
Quando recebemos a suspeita ou o diagnóstico de autismo de um filho, é muito comum nos sentirmos perdidas diante de tantas siglas e métodos de intervenção. Duas das abordagens mais comentadas atualmente são o ABA e o DIR/Floortime e por vezes me perguntam, qual a diferença entre elas? E essa foi a motivação chave que me levou a escrever este artigo.
Embora ambas busquem apoiar o desenvolvimento da criança, elas partem de caminhos e filosofias bastante diferentes. Compreender essas distinções é o primeiro passo para escolher a jornada terapêutica que melhor se alinha às necessidades do seu filho e aos valores da sua família. Vamos lá!
O método ABA (Análise do Comportamento Aplicada) tem seu foco principal na modificação de comportamentos visíveis. Por meio de repetições, treino de habilidades e reforços (como recompensas), a abordagem busca ensinar comportamentos adaptativos e diminuir aqueles considerados inadequados ou repetitivos. É um modelo estruturado, muitas vezes direcionado pelo adulto, focado em metas comportamentais específicas e mensuráveis para que a criança aprenda a lidar com o ambiente.
Por outro lado, o DIR/Floortime (abordagem na qual me especializei) vai além do comportamento de superfície e foca na saúde socioemocional e nas conexões afetivas. Em vez de ensinar respostas treinadas ou focar apenas no comportamento, nós nos “abaixamos ao chão” para seguir a liderança da criança e entrar no mundo dela através do brincar e do afeto. Nós respeitamos o perfil sensorial único de cada uma e usamos o relacionamento caloroso para desafiá-la a subir os degraus do desenvolvimento, estimulando a curiosidade, a criatividade, a reciprocidade e o pensamento lógico.
Na prática, enquanto uma abordagem busca treinar a criança para que ela responda adequadamente ao meio, a outra busca entender o porquê de cada ação, fortalecendo a base emocional para que a criança queira se conectar e se comunicar de forma espontânea. O Floortime não enxerga o autismo apenas como um conjunto de déficits a serem corrigidos, mas sim a criança como um ser humano único, com sentimentos e vontades, que se desenvolve através de relações significativas e acolhedoras.
Sei que este caminho acaba trazendo muitas dúvidas, incertezas e angústias para nosso coração. Lembre-se de que você não precisa passar por esse processo sozinha e que cada criança tem o seu próprio ritmo para florescer. Se você deseja entender melhor qual caminho faz mais sentido para o momento atual do seu pequeno ou quer conversar sobre como o Floortime e a Musicoterapia podem ajudar no desenvolvimento dele, clique no botão abaixo e venha falar comigo pelo WhatsApp. Estou aqui para te acolher e tirar todas as suas dúvidas!
Este artigo faz parte dos guias completos: DIR/Floortime: O Que É e Como Funciona e Abordagens Terapêuticas para Autismo: Comparativo.
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