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Como Montar uma Equipe Terapêutica Multidisciplinar

Já falei em outro artigo sobre quais profissionais costumam compor a equipe em torno de uma criança com TEA. Agora quero focar num ponto igualmente importante, e pouco falado: como fazer essa equipe realmente conversar entre si.

Por que a coordenação é o ponto crítico

Um problema real e recorrente nesse processo é a fragmentação: cada profissional trabalhando isoladamente, com pouca ou nenhuma troca entre si, e a família no meio, tentando juntar as peças sozinha. No Brasil, ainda não existe um modelo formal de “gestor de caso” como em alguns outros países. Na prática, esse papel de amarrar tudo acaba recaindo informalmente sobre o médico que coordena o caso, sobre o profissional que a criança vê com mais frequência, ou, muitas vezes, sobre os próprios pais.

Perguntas para fazer antes de escolher um profissional

Uma pergunta simples, feita logo na triagem, já ajuda bastante a identificar se um profissional está acostumado a trabalhar em equipe: “vocês trocam informação com os demais profissionais que acompanham meu filho?” A resposta a essa pergunta diz muito sobre como aquele atendimento vai se encaixar no restante do cuidado.

Como facilitar a troca de informação entre a equipe

Você pode, ativamente, facilitar essa comunicação: peça relatórios periódicos que possam ser compartilhados entre os profissionais, autorize explicitamente essa troca de informação quando solicitada, e, sempre que possível, promova algum tipo de contato entre eles, mesmo que seja só por mensagem ou e-mail. Isso evita tanto o retrabalho quanto orientações contraditórias que confundem a criança.

Sinais de alerta de uma equipe desalinhada

Vale ficar atenta a alguns sinais: profissionais que nunca perguntam o que os outros estão trabalhando, orientações que se contradizem sem nenhum diálogo entre as partes, e a ausência completa de qualquer registro ou relatório que possa ser compartilhado. Nenhum desses sinais, isoladamente, é motivo de pânico, mas juntos merecem uma conversa aberta com a equipe, ou até uma reavaliação de quem compõe esse time.

Se quiser ajuda para pensar em como organizar a equipe em torno do seu filho, clique no botão abaixo e vem falar comigo pelo WhatsApp.

Este artigo faz parte do guia completo: Abordagens Terapêuticas para Autismo: Comparativo.

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